

Festas Antigas
Atualmente em nossas festas, perdemos a maior parte de nossas tradições, já não cultivamos mais com a mesma intensidade as crenças e hábitos, que nossos pais e tios tinham antigamente.
Aos poucos estamos nos afastando e perdendo os traços culturais que nossa sociedade herdava de gerações para gerações. Deixamos que os avanços tecnológicos e a pressão do tempo e da rotina tomassem conta até de nossa cultura; passamos a simplesmente deixa-la muitas vezes de lado, e esquecer que os sabores da vida estão nas coisas mais simples e belas.
Então, me propus a resgatar um pouquinho sobre as festas antigas.
Através de algumas pesquisas e conversas, descobri que antigamente, na época de nossos pais e tios, costumavam comemorar as festas de igrejas (dias santos) e juninas, além dos bailes com grupos musicais que cultuavam nos finais de semana.
As festas de igreja não eram pagas, aconteciam aqui em minha comunidade, duas vezes por ano, como forma de homenagem ao Santo Anjo e São Sebastião.
No sábado havia novena e após galinha assada para a comunidade, ninguém podia dançar após a janta. No domingo, costumavam fazer a domingueira, onde se reuniam à tarde para dançar, não tinha baile tanto no sábado como no domingo à noite conforme acontece hoje em nossa comunidade.
O som era um auto falante que ficava no auto do salão ou da igreja. As músicas eram variadas, mais em maior parte sertaneja.
Geralmente para ir a essas festas, percorriam quilômetros e quilômetros de caminhadas, e compravam roupas novas.
Durante estas, todos dançavam com todos, mais quando um homem retirava uma mulher para dançar, esta não “podia” negar, era muito feio fazer desfeita. Não tinham a liberdade de “ficarem” como falamos hoje, namorarem, ou se beijarem na frente de todos durante o baile. Tinha menos brigas, não revistavam quem entrava no salão, não distribuíam ou usavam drogas como hoje sabemos que acontece dentro do salão.
No mês de junho, comemoravam a festa junina. Todos participavam principalmente as crianças. Iam caracterizados de caipira.
Faziam uma enorme fogueira na praça, nela assavam milhos verdes e batatas doces. Para manter a tradição, subiam no pau de sebo, e costumavam pular descalço sobre fogueira, com a crendice de atrair sorte.
Atualmente, em nossas escolas, não fazemos mais fogueiras, mal vamos caracterizados e quase nem organizamos quadrilhas. Perdemos boa parte das crenças e o hábito de cultivar nossa cultura. Observamos e sabemos que as festas, ou melhor, as pessoas, mudaram e evoluíram muito, que hoje não temos mais a tradição de cultivar e valorizar os dias santos, as festas juninas, dentre outras. Mas sabemos que estas foram importantes e marcantes antigamente, e que fazem parte da história cultural de um povo.
Meu memorial
Depois dois anos de matrimônio, começou a nascer o primeiro fruto do amor de meus pais.
Minha mãe, aos 21 anos de idade, ficou grávida de mim, teve uma gestação tranqüila, enjoou pouco, e ainda ajudava meu pai em seu trabalho na agricultura.
Durante o período de gestação, minha mãe havia decidido que se eu fosse menino me chamaria Jéferson, mas se fosse menina, não sabia qual nome escolheria. Por coincidência, um dia na parada de ônibus encontrou uma moça com uma gargantilha com o nome de DEISE. Este chamou sua atenção.
Ao chegar em casa, dialogou com meu pai, e então decidiram que se eu fosse menina se chamaria Deise.
Após nove meses de gestação, em uma sexta-feira, dia 07 de abril de 1988, minha mãe baixou no hospital Nossa Senhora dos Navegantes, no município de Torres. Mas somente no domingo, dia 10 de abril de 1988, no período da noite, às 20:10 horas, ganhou sua primeira filha. Permaneceu, três dias neste hospital, e depois voltou para sua residência.
Em sua casa, contava somente com a ajuda do meu pai para cuidar de mim. Eu era uma menina calma, que chorava pouco. Mamei por pouco tempo, não chegando nem a um ano de idade; depois comecei a tomar mamadeira e chupar bico. Neste mesmo período, comecei a caminhar.
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Enquanto meus pais comemoravam alegremente a vinda da primeira filha, o Brasil festejava a vitória de Ayrton Senna no primeiro campeonato de fórmula 1.
Neste mesmo ano é promulgada em nosso país a atual Constituição Brasileira, que proporcionou vários direitos a nós cidadãos.
Com um ano de idade, já dando meus primeiros passos sozinha, conseguia fazer arte, como mexer e tirar as coisas dos armários da cozinha, urinar escondida dentro do balcão, bagunçar a casa, etc... Assim os dias foram passando...
Neste mesmo ano, nosso mundo vivenciou a Queda do Muro de Berlim, acontecimento histórico muito estudado e relembrado no continente europeu.
Após 30 anos, os brasileiros voltaram a eleger seu presidente. Foi eleito Presidente da República Fernando Collor de Mello, por pouquíssimos votos a mais do que Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar de várias conquistas decorrentes neste ano, nos despedimos do ilustre compositor e cantor brasileiro Raul Seixas.
Recordo-me, que quando tinha uns três anos de idade, ia para a roça de carro de boi ou de carrinho de mão. Levava junto para brincar umas bonecas, um ursinho rosa de pelúcia que eu chamava-o de Vava.
Na roça, enquanto meus pais trabalhavam, eu brincava dentro do carrinho de mão, às vezes até dormia; minha mãe recorda que ficava somente com a cabeça pra fora, pois era muito pequenina.
Quando estávamos em casa, costumava brincar de boneca, fazer comidinha, utilizando potes de margarina e areia, comer amorinha nos fundos de casa, brincar e tratar das galinhas. Quando me dava vontade, ia para a casa de minhas duas únicas vizinhas, que eram tias de meu pai, custumava chamar-lhes de tia Julia e a tia Ondina. Lá ficava horas conversando com elas e ajudando-as a lavar a louça.
Recordo-me como eu adorava e prestava muita atenção quando meu pai contava de noite a história Festa no Céu.
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Fui criada até os cinco anos de idade, muito sozinha, tinha somente a presença de meus pais e minhas duas vizinhas. Não tinha amigos para brincar.

Lembro que adorava chupar bico, e que o marido da tia Ondina, O tio Chico, que hoje é falecido, fez um acordo comigo: eu parava de chupar bico, ele me daria um vestido cor de rosa, muito bonito. Claro que eu aceitei na hora, mas foi só ganha-lo que eu voltei a agarrar-me na chupeta novamente.
Tenho a lembrança também de quando ganhei da tia Julia uma caixinha branquinha e dentro havia um terço, com bolinhas rosa, o qual tenho guardado até hoje.
Naquela época, costumava escutar rádio, não existia som a cd, lembro-me que ouvia as músicas dos cantores Leandro e Leonardo, É o Tchan, Mamonas Assassinas, Banda Eva, Zezé di Camargo e Luciano, Gerasamba, Gean e Geovani, Xuxa. O interessante é que meus pais recordam-se que todas às vezes que tocava o refrão da música “Pão de Mel” da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, eu escorava na porta, olhava para a rua e começava a chorar.
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Também adorava assistir televisão, os programas da Xuxa, da Angélica, da Eliana, Bananas de Pijamas, Castelo Ra-Ti-Bum, Cocoricó, Ugo, X-Tudo, Catatau, Capitão Caverna, Ursinhos Carinhosos, Doug Fane, Lulusinha, Fofão, Chiquititas, Pantera Cor-de-rosa, Os Flintons, Manda Chuva, Os Trapalhões, Scooby-doo, entre outras novelas. Mais eu adorava mesmo era as Tartarugas Ninjas, e a Família Dinossauro, lembro até que ganhei uma camiseta branca estampada a imagem do Baby da Família Dinossauro, e um copo de canudinho do Leonardo das Tartarugas Ninjas.
Para me ver feliz, era só dar presentes, alguns que me lembro até hoje, como um anel de pedrinhas azuis, que ganhei de meu pai, e sem querer deixei-o cair no rodapé da minha casa; uma bola colorida, uma boneca que chorava quando retirava o bico, uma bonequinha bem pequenina, dentre outras.
Com relação, as roupas, eu gostava de todas, desde que fossem cor de rosa.

Ainda aos cinco anos de idade, meu pai comprou um terreno na praia Itapeva, próximo de Torres. Lá construiu uma casa para veranearmos. Fiz amizade com uma menina chamada Loiane, que morava perto. Adorávamos brincar nas dunas com peneirinhas, baldinhos, bonecas, pois ela possuía muitos e muitos brinquedos. Recordo que fiquei imensamente feliz quando ganhei de seu pai, um conjunto de pratinhos, panelinhas e xícrinhas.
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Neste decorrente ano, comemoramos novamente as vitórias de Ayrton Senna, no Grande Prêmio do Brasil e do Japão de Fórmula 1. Além da conquista brasileira mundial de futebol, em Juniores.
Nesse mesmo período, o Brasil vivência a troca da moeda Cruzeiro para Cruzeiro Real. Acontece também a realização do plebiscito de 1993, sob a forma e sistema de governo que funcionaria o Estado brasileiro. O plebiscito indicou que continuaríamos sendo uma república presidencialista.
No ano seguinte, minha mãe ficou grávida da segunda filha. Lembro-me quando ela baixou no hospital, para ganhar minha irmã, ganhei de meu pai, minha primeira barbie. Esta era tão linda veio com um vestido lilás, tinha um cabelo longo loiro, e acompanhava junto consigo uma escova de cabelo e uma bolsinha.
Quando minha mãe e minha irmã voltaram para casa, meus pais passaram trabalho comigo, pois tinha muito ciúme dela e não aceitava que meus pais dessem atenção para minha irmã. Eu costumava chorar muito por isso, e pedia-os que jogassem minha irmã no lixo. Mas com o passar dos dias e juntamente com a nova vida nesta outra casa, superei este vazio que sentia dentro de mim.

Este ano de 1994 foi muito marcante tanto para mim quanto para o Brasil, pois perdemos em um acidente, no circuito de Ímola, na Itália um dos maiores pilotos brasileiros de fórmula 1, Ayrton Senna, e o nosso querido e famoso ator brasileiro Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como o Mussum, dos Trapalhões.
Nesta mesma época de acontecimentos trágicos e tristes em que vivenciamos, é importante ressaltarmos que o Brasil também passou por momentos felizes, como a conquista pelo tetracampeonato mundial na Copa do Mundo dos EUA. O início do Plano Real, feito sob o governo de Itamar Franco, e mais tarde por Fernando Henrique Cardoso, o qual deu origem à nova moeda: o Real. Este plano visava baixar a inflação no Brasil e proporcionar a estabilização econômica.
No início do ano de 1995, nos mudamos de residência, vim morar perto da Praça do Santo Anjo da Guarda, onde se localizava a escola, aproximadamente uns 15 minutos de caminhada. Viemos morar nesta outra casa, pois era muito longe e não tinha companhia para eu ir para a escola.
Nesta nova casa, fiz novas amizades, novos vizinhos. Sempre nos reuníamos para brincar e nos divertirmos, na rua, no morro, no córrego perto de minha casa. Adorávamos brincar de pegar peixinho, brincar de stop, vôlei e taco no meio da estrada, passa anel, mamãe posso ir, esconde-esconde, os meninos pegam as meninas, amarelinha, tagalante, escorregar de papelão no morro, pular corda, comer bergamota, goiaba e João-bolão nas árvores, fazer armadilha na cerraria, andar de balanço, de pé de lata.
Brincava também de bambole, alturinha, cobrinha, bolinha de gude, pata sega, elefante colorido, polícia e ladrão, bolinha de sabão em pó, costumava reunir as amigas para brincar de barbie e casinha, comer amorinha no jardim de minha casa, jogar cinco Maria, baralho, brincar e montar casinhas de boneca e fazer roupinhas com retalhos de tecidos para estas.
Aos sete anos de idade, entrei no pré-escolar. Recordo-me quando comprei meus materiais, que ganhei de minha avó, que hoje é falecida, uma mochila de tecido de cor preta com vermelha, e de meu pai uma almofada da turma da Mônica e o meu primeiro livro: Os Três Ursos.
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Estudava no turno da tarde, tinha muitos colegas uma turma de 33 alunos, quem dava aula era a professora Verônica, que hoje é aposentada e mora pertinho de minha casa.
Todas as vezes que tinha que ir para a escola, me dava um desespero, não queria ficar longe de minha mãe. Ela tinha sempre que me levar até o colégio carregava junto minha irmã pequenina em seu colo. Quando chegava lá ainda tinha que ficar um pouco comigo dentro da sala de aula até que eu me distraísse, para que assim pudesse sair.
Assim, um dia meus pais me levaram para a escola de carro, me largaram lá e voltaram embora, quando chegaram em casa eu cheguei junto também.
Essa rotina foi durante tempo, mas quando chegaram às férias de julho, fique feliz e tranqüila, me diverti a semana inteira, porém na hora de voltar a estudar, não queria mais ir para a escola. Meus pais voltaram toda a rotina de novo, tinham que me acompanhar, e quando percebia a ausência deles, o choro começava. A professora Verônica passou um pouco de trabalho comigo, pois vinha sempre me acalmar. Um dia veio até minha casa para falar com meus pais, para saber se talvez o problema de eu não querer ir a escola seria ela.
Com o passar dos meses, fui me acostumando a ir para a escola com meus vizinhos, que também eram meus colegas.
Lembro-me que tinha que ir para a escola de uniforme, naquela época era uma camiseta branca e uma calça ou saia azul marinho.
Na escola costumávamos brincar de massinha de modelar, fazer bolinhas de papel colorido para colar nas letras do alfabeto, fazer pinturas e colagens com revistas e tecidos, ligar pontinhos para formar desenhos, técnicas com gizes coloridos molhados na água para ilustrarmos. Lembro também, que colávamos palitos de fósforos usados e pedacinhos de algodões em ilustrações.
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Em datas comemorativas, como no dia dos pais, fazíamos sempre cartões para presentiar-lhes. Já no dia das mães, lembro que construímos um livrinho com um pedacinho de cabelo dentro, o desenho de minha mão, a marca de um beijo de batom...
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Costumávamos fazer duas vezes no ano letivo festinhas, para comemorar os aniversariantes do primeiro e do segundo semestre. Até hoje, tenho guardado o convite desta festividade da minha turma do pré-escolar.
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Durante o intervalo quando brincávamos de ciranda, e antes de merendarmos, tínhamos o hábito de cantar algumas cantigas; às vezes até durante a aula a professora nos ensinávamos algumas músicas, para nos descontrairmos.
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Ao falar com a professora da pré-escola, ela lembrou-se que eu era uma aluna tímida vivia no seu mundinho de dois a três colegas, e tinha difícil abertura a turma, mas me dava muito bem com todos os colegas, brincava de boneca, era participativa, prestava bastante atenção nas aulas, costumava ser sempre caprichosa, disciplinada, obediente, e cuidava de si mesma.
Recordo-me que nesta série, tirei uma fotografia na sala de aula, em uma mesa repleta de brinquedos.

Neste decorrente ano em que ingressei na escola aconteceu em nosso país às eleições governamentais; Itamar Franco passou o poder da república para Fernando Henrique Cardoso, o qual deu continuidade ao Plano Real.
No ano seguinte, 1996, recordo que minha professora da 1ª série era a Mariluz, mas tive também aulas com uma estagiária Cristina Hendler, a qual também me alfabetizou.
Nas aulas costumávamos fazer muitas peças teatrais. Nunca esqueci que organizamos uma apresentação para a festa junina, eu e alguns colegas nos vestimos de violeiros, outros de gaiteiros e flautistas. Como eu não tinha um violão para fazer a apresentação, meu pai me levou até Torres para que escolhêssemos e comprássemos este, o qual tenho guardado até hoje.
Lembro como se fosse hoje, nossa apresentação; eu tocando o violãozinho de madeira com quatro cordas juntamente com meus colegas de classe.
Outro evento que tenho registrado em minha memória, é a peça teatral: “A linda rosa juvenil”, a qual apresentamos no festival de valores que acontecia em nossa comunidade. Lembro-me que eu fazia a personagem principal, a linda rosa juvenil, e meu colega Pablo, fazia o príncipe. Ensaiamos dias e dias para que não desse nada errado. A apresentação foi linda e até foi filmada!
Uma outra peça teatral que organizamos e apresentamos foi à história: “A fada que tinha idéias”. Eu fazia o papel da estrela que discutia com a gota, interpretado por minha colega Leidiane.
Para a apresentação me vesti toda de vermelho e segurava nas mãos uma estrela de papelão, coberta de papel laminado vermelho.
Como a professora gostou muito da história e da caracterização, lembro que até fomos vestidos do personagem do teatro para o Desfile Cívico em Três Cachoeiras.
Este ano foi muito especial para mim, pois me alfabetizei, e me despedi juntamente com todo o Brasil, da banda Mamonas Assassinas, que veio a falecer devido um acidente aéreo na Serra da Cantareira Em São Paulo, e do cantor e compositor brasileiro Renato Russo.
Apesar destas tristezas, que chocaram todo o país; obtemos um grande sucesso no campo tecnológico, como a realização do primeiro clone de um mamífero, a Ovelha Dolly. Neste mesmo episódio, começamos a torcida pelo Brasil no jogos Olímpicos de Atlanta.
Aos nove anos de idade, fiz a 2ª série, tive aulas com a professora Inês e com a mesma turma de colegas.
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Em 1998, fiz 3ª série, com a professora Maria Delfino. Recordo-me que nossa turma havia diminuído, muitos tinham sido reprovados, outros foram transferidos.
Nesta série, lembro que fui premiada com um lindo estojo cheio de canetas hidrocores e lápis de cores, por ter sido a aluna que mais tinha lido livros.
Construímos um lindo terrario, para estudar a cadeia alimentar e para apresentar na II Semana de Conscientização Ambiental. Este fez muito sucesso em nossa comunidade; foi um dos mais votados para concorrer na próxima etapa de exposições de trabalhos em Osório. Alguns dias depois, eu juntamente com duas colegas fomos apresentá-lo nesta localidade. Lá se fossemos bem votados íamos para Santo Ângelo, mais por pouquíssimos pontos perdemos, assim sendo desclassificados. Voltamos embora tristes, mais agradecidos pela conquista de ter nos superados e chegar a onde chagamos!

Enquanto isso, no Brasil acontecia a reeleição de Fernando Henrique Cardoso e a XVI Copa do Mundo de Fubetol na França.
Minha infância foi muito boa e proveitosa, pude relembrar momentos alegres, divertidos e agradáveis, tanto com meus amigos e familiares em minha casa como no ambiente escolar, claro que também passei por momentos difíceis e tristes, mas estes sempre são superados, basta que haja força de vontade.
Meu tempo de criança foi lindo, ganhei muito carinho de todos, pude brincar a vontade, fazer novos amigos, sonhar e sorrir muito; tive a oportunidade de estudar e ganhar uma boa educação aprendi a ser responsável e lutar pelos meus objetivos e sonhos, assim todos que fizeram parte de minha vida contribuíram para que me tornasse a mulher feliz que sou hoje!


LINHA DO TEMPO

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